Compromisso

AMBIENTAL

Campanha de Mínimo Resíduo

Eu não cheguei à pauta ambiental agora, nesta campanha

Cheguei nela muito antes: como arquiteta e urbanista, como Secretária Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, como autora de projetos como as Cozinhas Solidárias, as Casas Ancestrais e o reflorestamento de favelas. Meio ambiente, pra mim, é território de vida, de trabalho e de luta.

Essa é uma Campanha de Mínimo Resíduo

Portanto, quando decidi como essa campanha ia se comportar, não quis fazer uma promessa vazia. Não vou dizer que essa é uma “campanha lixo zero”, isso seria fácil de falar e impossível de cumprir de verdade, numa campanha popular, de base territorial, que ainda depende de material físico onde a exclusão digital é real. Prefiro prometer menos e cumprir tudo o que prometo, com número aberto pra quem quiser conferir.

O que isso significa, na prática?

Priorizar o santinho digital como principal material da campanha

Reduzir a tiragem de material impresso em relação às eleições anteriores

Usar só material com reciclagem real possível, sem plastificação nem laminação que impeça reciclar

Usar estrutura de rua reutilizável — bandeira, cavalete, mesa — em vez de peça de uso único

Nunca derramar santinho em via pública, em nenhuma hipótese

Destinar cem por cento das sobras da campanha a cooperativas de catadores do Rio

Fazer mutirão de recolhimento depois da eleição, nos territórios onde a campanha esteve presente

Medir e compensar a pegada de carbono da campanha, com certificado divulgado publicamente

Plantar mudas na proporção do papel que a campanha usou, em mutirões abertos, priorizando favelas e periferias

Publicar, em até 30 dias após a eleição, a prestação de contas ambiental completa da campanha

Edição do material impresso em papel semente

Edição do material impresso em papel reciclável

Por que isso importa?

O lixo eleitoral nunca se distribui de forma igual. Ele se acumula exatamente nas ruas e nos bueiros do subúrbio e das favelas. Isso também é injustiça ambiental: o dano ambiental recai, sempre, sobre os mesmos territórios. Uma campanha que diz lutar por justiça climática não pode reproduzir, na própria rua, a mesma desigualdade que denuncia.

Menos papel. Carbono medido e compensado. Futuro plantado onde o dano historicamente se concentrou.

Essa não é uma promessa de campanha.
É uma continuação do trabalho que eu já faço.